28 de jul de 2013

Relíquias Históricas de Guarujá e Itapema

"Uma mobilização popular agora está narrando nossa história?"

(Capela da Santa Cruz dos Navegantes, em Março de 1968)

No ano de 2009 eu iniciei uma pesquisar sobre a história do Guarujá e Vicente de Carvalho para torná-las publicas neste blog. Assim fui até as duas bibliotecas da cidade, faculdades, secretaria de cultura e para minha surpresa ou decepção haviam pouquíssimas coisas relacionadas com o tema. Até hoje é uma verdadeira garimpagem para conseguir localizar alguns registros históricos, porém o caminho das pedras existe.

Foi com o pioneiro site “Novo Milênio” que encontrei ajuda, não só eu como também muitos outros historiadores; meses depois a professora Angela Omati Aguiar Vaz lançou seu livro que chegou as minhas mãos na noite de autógrafo; uma troca de e.mails com o Jornal A Tribuna eu segui até seus arquivos, só que o grande acervo de edições antigas novamente me fez sentir como um garimpeiro atrás de fatos da cidade.

As aglomerações de fatos geraram fatores, em seguida textos estavam desenvolvidos, assim que consegui publicar a história dos bairros do Morrinhos e Perequê. Conversar com moradores antigos é uma boa referencia, desde que estas narrativas sejam acompanhas de documentos da época porque a memória das pessoas falha.

Livros com temas semelhantes catalogados na Biblioteca Nacional são achados cansativos e gratificantes ao mesmo tempo. Porém a revolução tecnológica está facilitando a acesso desta pilha de papeis, muita coisa agora pode ser vista nos sites dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo na parte de acervos.

Foi garimpando (acho que esta é a palavra devida) também no Google que deparei com imagens raras, muitas delas do acervo de Oswaldo Cáfaro ou do fotógrafo Raimundo Rodrigues Moreira (o Bahia); este último tinha um estúdio fotográfico e até foi o fotografo oficial da prefeitura, porém muitos de seu arquivo que continha negativos e retratos evaporou no tempo. Descobrir para depois perder, sim, muita gente publica informação na internet e apagam mais tarde para não serem mais lidas, este fenômeno do desaparecimento me fez salvar tudo que encontro na rede e tento publicar mais adiante.

Graças aos nossos munícipes vejo hoje que uma mobilização popular está resgatando nosso passado. Exemplos disso são os demais blogs que surgem, o próprio Diário Oficial do município que está sendo arquivado e agora paginas no facebook como “Saudoso Itapema” ou “Sou Feliz, sou do Itapema”. As pessoas compartilham informação, debatem o passado e exibem retratos pessoais. Isto não é ótimo!?

Nestes últimos dias tive o prazer de conhecer e conversar pessoalmente com duas pessoas que me ajudaram muito, a primeira foi a professora de história Maria Izabel de Oliveira e a segunda é o jornalista Gilmar Domingos de Oliveira, ambas estudaram na Escola Raquel de Castro quando jovens e tais diálogos contribuíram muito para futuras publicações. Mas ainda acho que uma fundação teria que ser criada, um lugar para reunir a memória de nosso município, buscar resgatar documentos e adquirir cartões postais antigos. Talvez este lugar seja até uma atração turística futuramente. Vale a pena idealizar um pouco, não é?

7 de jul de 2013

Discussão sobre o Itapema, em 1981


“Vivendo do turismo praticamente desde que nasceu, Guarujá vai ganhar a partir de maio outra condição e um novo adjetivo, o de cidade portuária. Será a terceira do estado a ter instalações de porto, depois de Santos e São Sebastião. Os técnicos garantem que não haverá traumas como São Sebastião, onde o porto afetou a vida urbana, mudou comportamento e abalou o turismo.”

“A Guarujá turística não será afetada – detecta as autoridades – pois o porto se concentrará no seu distrito podre, Vicente de Carvalho, que já vive praticamente isolado geograficamente e socialmente das praias. Ali, há seis anos, movido pela necessidade de se expandir, o Porto de Santos, sediado do outro lado do estuário, instalou um terminal de fertilizantes, que recebe diariamente 1.200 caminhões basculantes. Essa presença portuária se tornará mais nítida em Vicente de Carvalho a partir do mês que vem, com a inauguração do terminal de containers, o primeiro da América do Sul.”

“Desta vez, o crescimento do porto deverá ser disciplinado. Há alguns dias, a secretaria do planejamento apresentou um plano geral para Baixada Santista, iniciando estudos com as demais entidades envolvidas, como Prefeituras e Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP –, a fim de resguardar, com o mínimo de transtorno aos seus ocupantes, nas áreas exigidas por essa expansão, hoje ocupadas por milhares de barracos ou casas de alvenaria.”

Pelo que é lido na continuação da reportagem, onde está o terminal de fertilizante havia uma favela com 12.000 moradores que foram removidos. O problema era a insegurança dessas pessoas porque nenhuma tinha escrituras de seus terrenos e as indenizações seriam pagas a preço de um simples barraco de madeira. O caso foi levado para a assembleia legislativa pelo governador da época Paulo Maluf, os terrenos pertenciam ao Estado e a petição tinha objetivo de loteá-los em Glebas e remanejar os moradores com algum reparo financeiro. Preocupado também estava o deputado de oposição (naquela época) Maurici Mariano, porque presumia não haver tempo da câmara decidir antes da retirada das famílias.

Algo de extrema relevância para se esmiuçar é a reportagem dizer que Vicente de Carvalho era distrito “pobre” que estava “isolado” social e geograficamente do Guarujá, isto está bem claro na fotografia da matéria. Foi este motivo esclarecedor que fez surgir, por muitos, o desejo de emancipação de Vicente de Carvalho. 

(fonte: Jornal O Estado de São Paulo de 12 de Abril de 1981, página 47)

3 de jul de 2013

Escolas Contam Histórias de Guarujá

Objetivo é incentivar alunos do ensino fundamental I e II na pesquisa histórica e cultural do Município


As escolas da rede municipal de ensino de Guarujá estão comemorando os 79 anos de emancipação político-administrativa, celebrado no último domingo (30), com o projeto “Guarujá: Histórias a contar, maneiras de expressar”. O objetivo é incentivar alunos do ensino fundamental I e II na pesquisa histórica e cultural do Município.

Nesta terça-feira (2), o projeto chega à Escola Municipal Lucimara de Jesus Vicente, localizada na Avenida Manoel da Cruz Michael, nº343, no Santa Rosa. A ação começou na sexta-feira (28), com exposições e comemorações na Escola Municipal Doutor Napoleão Rodrigues Laureano, no Jardim Maravilha. Nesta segunda-feira (1º), foi a vez da Escola Municipal Professor Benedito Cláudio da Silva, localizada, na Vila Alice, contemplar o aniversário do Município.

Escolas como a Dirce Valério Gracia (Avenida Dom Pedro I, 340 - Jardim Tejereba) e a Jacirema dos Santos (Rua Daniel Matos da Silva, 63 - Morrinhos I) realizaram exposições e comemorações diversificadas na primeira semana do projeto, que segue na rede até o mês de agosto.

O projeto começou neste ano, uma semana antes dos 79 anos de emancipação, com uma abrangência para vários temas. De uma maneira geral, o programa oferece a oportunidade dos estudantes criarem formas diferentes de contar fatos e histórias marcantes de Guarujá.

Por meio de pinturas, fotos comparando os dias antigos com os atuais, maquetes de locais simbólicos, encenações teatrais e músicas. Tudo isso para incentivar novos talentos e o trabalho em equipe dos alunos das instituições de ensino.

Na escola Dirce Valério Gracia não foi diferente. Com muito empenho dos coordenadores e professores, os alunos se caracterizaram com personagens históricos de Guarujá, fizeram postais com as paisagens marcantes e também compuseram uma canção exaltando o Município.

Outra escola que recebeu a programação desse projeto foi a Escola Jacirema dos Santos Fontes, onde os estudantes construíram uma réplica do avião de Santos Dumont, o 14 Bis, além das maquetes de tradicionais locais da Cidade.

Um fato diferente na Jacirema dos Santos foi que a instituição, além de fazer a mostra cultural com alunos abriu as portas para o lado da cidadania. Disponibilizou aos munícipes, serviços como corte de cabelo, manicure e um brechó com valores acessíveis.

O programa segue até 30 de agosto, com o envolvimento de mais de 20 escolas no trabalho de incentivo aos alunos. A coordenadora do projeto Gislene Canfild, explicou que as escolas estão contando as histórias de maneira singular. “O importante é que as escolas estão abraçando o projeto e desempenhando um trabalho diversificado”, salientou Gislene.

(fonte: Diário Oficial do dia 02/07/2013 e www.diariodolitoral.com.br)
Blog Guarujá Web, história e curiosidades do Guarujá. Escrito por Francisco Farias Jr | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis