27 de dez de 2010

10 coisas que não se deve fazer na praia

Entre as reportagens com dicas de verão, esta sátira na praia é com certeza uma das mais cômica!

Lugar para Reflexão

(Atracadouro no bairro de Santa Cruz dos Navegantes)

(Manhã na Praia das Asturias)

(Mirante na Praia das Asturias)

13 de dez de 2010

Guarujá no início da década de 1960


Feira no centro de Guarujá prejudicada pela construção de prédios no Boom Imobiliário, acabando por ser removida.


O bairro Pae Cará, V. de carvalho era considerado a maior favela do Brasil.


Enormes filas para atravessar de V. de Carvalho para Santos pelas barcas.


Padre Don Domênico em uma cerimônia oficial junto com o então deputado na época Jayme Daige.

11 de dez de 2010

A arte das ruas chega aos museus

Grafites e pichações ganham valorização e são reconhecidos como expressão estética contemporânea


Você sabia que tanto o grafites quanto as pichações estão chegando aos museus? Como não podia deixar de acontecer, tudo está cercado de muita polemica.

A presença do grafite em espaço nobres de galerias e museus já ocorrem há alguns anos. As criticas a esse movimento têm por base o apego a padrões estéticos estabelecidos. Coloca-se em discussão o valor artístico do grafite. Há também uma preocupação contrária: a de que o aparato institucional possa retirar do grafite sua vitalidade como forma de intervenção urbana transgressora.

Mas o debate fica mais acirrado quando o assunto é a pichação. O anuncio da participação de pichadores na 29ª Bienal Internacional de São Paulo, que ocorreu em outubro de 2010, provoca acaloradas discussões.

Muitos devem se lembrar de que, em 2008, pichadores invadiram a 28ª Bienal para protestar e picharam espaços da exposição, chegando a ser presos. Agora, algumas pessoas desse mesmo grupo foram convidadas a integrar em 2010 o trabalho “Pixação SP” (assim mesmo com “x”, em grafia consagrada entre os pichadores), com um conjunto de fotografia, vídeos e debates. Para a curadoria do evento, a decisão está em sintonia com o tema dessa Bienal, que se propõe a abordar a relação entre arte e política.

Diferenças


Mas pichação e grafite não são a mesma coisa? Não há consenso entre as fronteiras dessas duas formas de intervenção urbana. Do ponto de vista estético, algumas diferenças podem ser destacadas. Enquanto a pichação é uma escrita ou um rabisco monocromático, o grafite aproxima-se da pintura, da gravura, dos quadrinhos e é, em geral, colorido e bem elaborado. Espalhados em vias movimentadas das grandes cidades, ambos podem ser vistos por amplas camadas da população.

Mas, como status de arte vem sendo legitimado por instituições políticas e culturais, como universidades, museus e galerias, o mais interessante agora é discutir como essa manifestações se relacionam com cidadania e inclusão social, marginalidade e vandalismo.


Origens

As pichações surgiram no fim dos anos 1960, nos Estados unidos, com a propagação de mensagens de rebeldia e protestos escritos em spray em paredes, muros e trens de metrô. No Brasil, essas manifestações ganharam força nas décadas de 1970 e 1980, como um canal de expressão para questões políticas e sociais da juventude dos grandes centros urbanos. Formou-se uma geração de artistas de rua, da qual fazem parte Alex Vallauri, Matuk e Zaidler, convidados a expor seus trabalhos já em 1985, na Bienal Internacional de Arte de São Paulo.

Embora grande parte dos grafiteiros permaneça anônima, muitos tiveram o nome reconhecido e ingressaram em ambientes institucionais. A amostra “Street Art: Graffit à Pintura”, feita pelo Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, em 2008, reuniu grafiteiros brasileiros e italianos, que transpuseram para painéis de madeira canas que haviam sido pintadas em muros urbanos. Na exposição “De Dentro para Fora/De Fora para Dentro (2009/2010), no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), os artistas Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Tito Freak e Zezão foram chamados para criar enormes murais de madeira (num total de 1.500 m² de área pintada) que ao final foram apagadas, caracterizando a idéia própria dos grafites, de que são efêmeros.

Parte do impulso para que o grafite alcançasse esse patamar veio do destaque alcançado por grafiteiros brasileiros no exterior, como a dupla Osgemeos, formada pelos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, que já fizeram mostras individuais no Brasil, em países da Europa e nos Estados Unidos.


De volta à rua

Osgemeos protagonizaram, em 2008, movimento inverso ao que caracteriza o grafite: foram convidados, com os artistas de rua Nunca, Nina, Finók, e Zéfix, a pintar um imenso painel na movimentada avenida 23 de maio, em São Paulo. Demonstrando que esse reconhecimento não ocorre sem tensão, o painel foi, tempos depois, pichado por grupos que condenaram arte de rua feita sob encomenda.

Em boa parte alheios à discussão sobre o valor artístico de suas criações, pichadores e grafiteiros disputam os espaços livres das ruas. Foi por força de seu caráter clandestino e transgressor que essa produção sobreviveu a diversas legislações municipais que buscavam proibi-la nos espaços públicos.

Nos últimos anos, metrópoles como São Paulo e Rio tem adotado políticas para regulamentar essas intervenções, fazendo surgir o grafite autorizado. Governo e setores da sociedade civil defendem a idéia de que o grafite possa, sobretudo em área urbanas degradadas, cumprir uma função revitalizadora, conferindo dignidade e identidade à sua vizinhança.

(texto retirado Guia de Estudos Enem atualidades 2010, ed. Abril. 1ª e 2ª Figura fotografadas na cidade de Guarujá, 3ª Figura fotografada na Av. 23 de maio retirada do site: http://www.pixain.com.br/?p=86)

9 de dez de 2010

Vila Zilda

Em janeiro de 1973 um fenômeno natural ocorrera na Ilha de Santo Amaro que mudaria significativamente a geografia urbana da cidade. A estação dos temporais chegou causando estragos em todo Litoral Paulista com ventos forte, trombas d’água e excesso de umidade.

O Morro da Glória, que dês da década de 1950 era habitado por barracos e famílias humildes, sofre um desmoronamento causado pelo clima mas sem deixar mortos. Tal situação colocou em alarde além do prefeito Raphael Vittielo (mandato de 1973 a 1977) como as autoridades locais que temeram pelas vidas lá existentes. Nas semanas seguintes, as famílias do Morro da Glória foram removidas para áreas de Vicente de Carvalho e Guarujá, logo após sendo transferidas para uma área de bananal denominada Cachoeira dos Macacos, de propriedade da Sabesp, criando a “Vila Zilda”. A prefeitura atuou na ocupação da área oferecendo aterro e carpinteiros para a construção dos barracos. Dona Zilda Natel era esposa do governador Laudo Netal, homem que cedeu provisoriamente aquela local para assentamento aos antigos moradores do morro. As criança residentes no novo bairro estudavam numa casa localizada na rua 2, criando-se salas de aula anexas à escola Jacinto do Amaral Narducci. Com o crescimento desordenado do bairro, as aulas de 1ª a 4ª série foram transferidas para a Igreja local.


O que era para ser provisório tornou-se definitivo e, num Domingo do dia 15 de Janeiro de 1978 um novo deslizamento provocado pela temporada de chuvas, agora no morro da cachoeira deixa isolados os moradores de Vila Zilda. O acesso aquela área fora interditado por toneladas de terra, rochas e vegetação, prejudicando o deslocamento e colocando em colapso o abastecimento do comércio ali existente.  Para melhor compreensão deve-se explicar que ainda não existiam, na cidade, as Avenidas Tancredo Neves, Lydio Martins Correa muito menos o túnel Juscelino Kubitschek.


No final da década de 1970 haviam na Vila Zilda em torno de 700 barracos e outras novas invasões. A ironia do bairro na época era o fato de estar em área da Sabesp e não ter água encanada, além da incerteza sobre sua permanência.


Foi em 30 de Janeiro de 1980 que o Prefeito Jaime Daige recebeu um telegrama da diretoria do BNH no Rio de Janeiro; notificando a liberação de verba para remoção de parte dos oito mil moradores da Vila Zilda, loteamento da área e venda dos lotes por preços baixos com prazos significativos. Neste mesmo ano entrou em funcionamento na rua 8, construída com madeira pré-moldada, a escola estadual Vila Zilda Natel pelo decreto estadual nº 14.925 de 9/4/1980, assinado pelo Governador Paulo Salim Maluf. Em 1991 esta escola teve seu nome alterado para Milton Borges do Ypiranga, em homenagem póstumas ao professor de desenho geométrico que lecionou na referida instituição nos anos de 1986 a 1990.


As chuvas na Vila Zilda é uma constate preocupação, devido aos transtornos do passado que acabaram por criar este bairro, até os dias de hoje. No dia 1º de fevereiro 1983, ano de primeiro mandato do prefeito Maurici Mariano, outro desabamento com rochas na Vila Sônia forçou a retirada daquela comunidade em caráter de emergência para uma outra área, formando a Vila Edna. Nos dias atuais, são as alagações o principal transtorno daqueles bairros, vindo a publico nos jornais impressos e televisivos.


(Fontes de pesquisa: Análise Prática Curricular da escola Vila Zilda Natel por Célia Mª Siqueira Gomes e Fábia Liliã Luciano; Livro Guarujá três momentos de uma mesma história, de Angela O. Aguiar Vaz; Cartilha do Poder Legislativo: Entenda como funciona de 2002; Jornais A Tribuna de 15/01/1973, 17/01/1978, 20/01/1978, 16/07/1978 e 31/01/1980; http://www.novomilenio.inf.br/; http://www.duino.com.br & http://www.jusbrasil.com.br/)

4 de dez de 2010

Candidatura de Dante Cinopoli em 1988

Hoje li a proposta de governo do candidato a prefeitura de Guarujá de 1988 pelo PL, Dante Cinopoli, e Duino Fernandes como vice-prefeito. Quem venceu aquele pleito para prefeito fora o Dr. Waldir Tamburus, porém muitas destas propostas foram realizadas pois eram boas como: Aumento do abastecimento de água, Construção de um novo Paço Municipal, Construção de um Hospital em Vicente de Carvalho e Construção de um cemitério municipal (do Morrinho). Uma delas foi realizada neste ano de 2010, a do Incentivo a realização de Olimpíadas Escolares, para descoberta de valores entre pequenos atletas da nossa comunidade.

Porém algumas das propostas ainda não realizadas são bem curiosas e visionárias, como:

1º Emancipação de Vicente de Carvalho;
2º Ginásio Poliesportivo em Vicente de Carvalho, na Praça da Fraternidade;
3º Manter policiamento efetivo, tanto na periferia, como nas praias;
4º Integrar a Cultura ao Turismo, preservando os Sítios históricos da cidade, como o Forte do Itapema, a Capela de Guaibê e outros;
5º Criar o Zoológico Municipal junto ao Horto, possibilitando mais uma área de lazer e turismo, inclusive para a população local;
6º Construção de coberturas em pontos de ônibus com grande fluxo de usuário.

1 de dez de 2010

Edifício Sobre as Ondas



O edifício Sobre as Ondas foi um projeto aprovado pela Prefeitura de Guarujá em 26 de outubro de 1945, construído no terreno que abrigava o Hotel Orlandi. Obra que foi acompanhada por Oswaldo Corrêa Gonçalves, já que o arquiteto Jayme Fonseca Rodrigues faleceu precocemente em 1947. Edifício que é considerado um marco da arquitetura modernista do litoral paulista, caracterizado pelas curvas e traços racionalistas; neste projeto há 88 apartamentos, além de restaurante, playground, salão de jogos, mezanino, 11 pavimentos, cobertura com 2 apartamentos além de um salão de jogos para uso coletivo, porém sem garagem. Fato pouco conhecido foi o sucesso de vendas dos apartamentos graças à elite industrialistas que surgia naquela época.



(Antigo Hotel Orlandi, localizado na área do Sobre as Ondas)

Em 09 de Novembro 2010 este cartão postal do Guarujá teve seu anuncio de tombamento publicado no Diário Oficial do Estado, após 11 anos de estudos pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico). Tal fato é de extrema significância pois suas características não serão alteradas. Nos dias de hoje este prédio jamais seria construído, por questões ambientais. Um dos ex-síndicos que revitalizou o Sobre as Ondas foi o jornalista e videomaker Geraldo Anhaia Melo, falecido em 12/06/2010.

(fonte de pesquisa: jornal Folha de São Paulo de 10/11/2010, pag. c10; http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/03.033/708)
Blog Guarujá Web, história e curiosidades do Guarujá. Escrito por Francisco Farias Jr | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis