26 de nov de 2010

Cuidado você está no Guarujá!

Protestos de jovens com faixas e cartazes circulando pelo trânsito em frente à Prefeitura de Guarujá hoje à tarde.

22 de nov de 2010

Mirante da praia do Tombo

Mirante que mostra toda a praia do Tombo, parte da praia das Astúrias e a Baia de Santos.





16 de nov de 2010

Entrevista com ex Prefeito Jayme Daige


Entrevista com o ex Prefeito Jayme Daige feita pelos alunos da Faculdade Don Domênico em 10/09/2008.

15 de nov de 2010

A Casa das Pedras





Gregori Warchavchik (1896-1971), arquiteto nascido na Ucrânia e vindo para o Brasil em 1923 tinha um escritório de arquitetura onde foram revelados alguns talentos como Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas, Charles Bosworth e também Henrique Cristofani (ou Verona, como gostava de ser chamado). Pelo fato do arquiteto do Edifício Sobre as Ondas, Jayme Fonseca Rodrigues, ter morrido durante a construção da obra, Roberto Braga contratou o escritório de Warchavchik para projetar uma casa debruçada acima do mar.

Verona fora então incumbido de desenhar a casa que brotava das rochas e erguendo-se para dividir as praia das Astúrias e Pitangueiras. O que impressiona nesta construção são os interferes naturais como maresia, ressaca, umidade, além do tempo que não danificaram esta obra projetada em 1952. Uma curiosidade foi que esta casa serviu como cenário para o filme "O Puritano da Rua Augusta", produzido e estrelado por Amácio Mazzaropi (Cia. Cinematográfica Vera Cruz, 1965).

(fonte de Pesquisa: Guia Histórico do Guarujá, 2002, http://www.novomilenio.inf.br/guaruja/gfoto026.htm)

9 de nov de 2010

Cônego Domênico Rangoni

(Padre Don Domênico)

Cônego Domênico Rangoni nasceu na Itália, em Medina, província de Balogna, no dia 1º de Março de 1915. Enviado pelo bispo diocesano de Santos, Dom Idílio José Soares, padre Don Domênico fora encarregado de cuidar da paróquia de Nossa Senhora de Fátima e Santo Amaro, chegando à cidade de Guarujá no dia 14 de Março de 1954. Sua primeira missão na cidade foi coordenar conclusão da construção da Igreja Matriz, algo que conseguiu fazer em menos de um ano.

Ainda nos trabalhos pastorais, Domênico atuou em toda região da ilha de Santo Amaro, orientando e conscientizando a população no cumprimento aos ensinamentos dos evangelhos, pregando principalmente o ato da caridade. Ele participou também da construção da capela São Paulo, na Enseada; capela Cristo Rei, em Pernambuco e executou melhorias na capela no distrito de Vicente de Carvalho, fazendo acomodações para a moradia do novo vigário, que ele mesmo conseguiu junto à Congregação de São Carlos.

Após as estruturações paroquiais, Don Domênico dedicou-se ao trabalho social em prol dos caiçaras. Era fato observado que na cidade de Guarujá havia uma grande desigualdade social; numa parte da cidade repousava a elite paulistana, e nas demais áreas encontravam-se vários moradores de rua e pessoas doentes. As mulheres grávidas dependiam de parteiras para dar a luz nos barracos de madeira ou tinham que se deslocar à cidade de Santos. Domênico conseguiu, em parceria com o prefeito Domingos de Souza, construir o primeiro pronto-socorro na cidade e, no dia 22 de Abril de 1962, inaugurou uma maternidade com 100 leitos.

Da maternidade, Domênico prosseguiu sua ampliação e construiu um hospital geral com capacidade para 400 leitos que batizou com o nome de Santo Amaro, padroeiro da cidade. Construiu também um posto médico na praia de Pernambuco para atender a população carente daquela área.

(Don Domênico, ainda moço, com nadadores na praia)

Nosso padre também atuou na área da educação, construiu a creche Ninho Maternal com capacidade para assistir 300 menores, pioneira no atendimento as crianças no município. Sendo então, neste período, lhe conferido o título de cidadão Guarajuense pela Prefeitura e Pela Câmara Municipal. Ele também construiu o centro educacional ''Don Domênico''; que dispunha de uma biblioteca, uma escola de educação infantil, fundamental e médio, centro comunitário e a “faculdade de educação de ciências e letras”.

As pessoas que tiveram contato com o padre e seus amigos o definiam como um homem extrovertido, muito engraçado, simpático, inteligente e acima de tudo um grande político como também empresário. Desde que chegou a cidade, percebeu a necessidade de atender aos problemas do município e, com isto, melhorar a qualidade de vida de sua população. As obras administradas por ele, tocadas com dinheiro de doações, eram idealizadas também para manter o equilíbrio social, algo evidente no Guarujá.

Segundo depoimento dado em 1993 pelo fotógrafo Raimundo Rodrigues Moreira (o Bahia), que acompanhou o padre em sua jornada pela cidade:

''Ele era brincalhão, alegre e tinha uma capacidade inexplicável para conseguir recursos para suas obras. Olha que para tirar dinheiro de judeu não é mole, mas ele tirava! Ele arrecadava dinheiro até dentro do cassino, enquanto as pessoas jogavam.''

(Padre Domênico aconselhando uma nova geração)

As atividades em prol dos mais necessitados proporcionou ao padre várias comendas, medalhas, títulos. Porém o maior de todos foi a de Outubro de 1983, onde através de carta enviada pelo Cardeal E. Martinez, Domênico recebeu do Papa João Paulo II elogios e uma benção pelos trabalhos sociais.

Cônego Domênico Rangoni faleceu vítima de cancer em São Paulo no dia 8 de novembro de 1987, sendo a pessoa que mais contribuiu para o desenvolvimento de Guarujá.
Quem foi Cônego Domênico Rangoni? Quem foi padre Don Domênico?
(fonte de pesuisa: Jornal Diário da Ciadade, 6 e 7 de Novembro de 1993; arquivado na Biblioteca do centro de Guarujá)

3 de nov de 2010

Refugio de Jânio Quadros


Político que buscava notoriedade com visitas surpresas nas repartições e construção de grandes obras públicas como a Penitenciária do Carandiru, Jânio Quadros foi eleito Presidente da Republica em 1960. Seu projeto de campanha para tal pleito era, com uma vassoura em mãos, varrer o Brasil da corrupção. Entretanto naquela eleição poderia eleger outro vice-presidente, algo que ocorreu com o vice de outro partido João Goulart. Como presidente, Jânio Quadros condecorou o guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara com "O Grã Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul"; tal ato ascendeu o estopim de sua renuncia. A mídia passou a insinuar de que o presidente estava colocando o país nos rumos do comunismo, seu próprio vice-presidente João Goulart fazia movimentos esquerdistas, seu apoio no Congresso Nacional era mínimo e os militares voltavam-se contra o Chefe de Estado. Logo a única opção para Jânio foi a renúncia em 25 de agosto de 1961.

Foi aqui no Guarujá que Jânio abrigou-se das “Forças Terríveis”, chegando à cidade no dia seguinte a sua renuncia, em um clima frígido de Sábado. Ele estava sendo acusado de golpista por Carlos Lacerda, uma vez que não podiam acusá-lo de corrupção. Segundo Lauro Barros Siciliano, antigo morador da cidade, havia rumores que o ex-presidente aguardava um navio para levá-lo à Europa. Na segunda-feira seguinte, crianças que estudavam na escola Vicente de Carvalho seguiram até a porta da casa onde Jânio estava e cantaram o hino nacional, com o intuito de vê-lo acenar pela janela, porém sem efeito. Havia ali, além dos repórteres e populares, agentes do serviço secreto nacional de plantão; um dos funcionários da casa informou reservadamente que Jânio estava embriagado e não poderia expor-se as crianças. O ex-presidente hospedou-se na residência do industrial José Kalil, na praia de Pitangueiras, onde está agora a Secretaria de Turismo.

(Texto revisto em 22/07/2013. Fontes de pesquisa: Wikipédia; Jornal A Tribuna, 27 de agosto de 1961 & Livro de Angela O. Aguiar Vaz: “Guarujá, Três momentos de uma mesma história”)

1 de nov de 2010

Ilha do Mato



Quando ancorou na costa ocidental da Ilha de Guaibê, mais tarde denominada Ilha de Santo Amaro, a armada comandada por André Gonçalves e Américo Vespúcio encontrou uma terra chamada curiosamente de “guaruya” na linguagem nativa. Com a pronúncia dos portugueses, logo virou Guarujá. Doada a Pero Lopes de Souza em 1.534 pelo rei de Portugal, D. João III, na época a ilha oferecia poucas condições de fixação ao homem em virtude de seu relevo montanhoso e de difícil acesso.

Passado meio milênio dessa descoberta, ainda hoje, dentre as 27 praias e 11 ilhas deste arquipélago, pairam locais praticamente intocados. Um exemplo é a Ilha do Mato, cercada por praias e morros com densa vegetação nas imediações do Guaiúba e Monduba. Cheia de belezas e mistérios, a ilha está cerca de 800 metros distante da costa.

Quinze minutos num barco a remo a separam da orla, num mar de água límpida e tradicionalmente calma. Fruto de uma concessão da União, trata-se de uma área particular cujos donos, embora não morem na Cidade, delegam a função de zelar e administrar o local a uma mesma família há décadas.

André Luiz Corrêa Moraes, ou Dedé, como é conhecido, é um dos membros desse clã. Pelo menos 29 de seus 40 anos foram dedicados, entre outros afazeres, a cuidar do local. Mergulhador de caça-submarina e dono de um carrinho de lanches na praia do Guaiúba, ele conhece cada pedra da Ilha do Mato, que tem aproximadamente 800 metros de ponta a ponta e engloba uma ilhota de pedra conhecida como Careca.

Do alto da ilha é possível avistar toda a praia do Guaiúba e parte do Forte dos Andradas, morada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas férias. Por conta disso, Dedé foi um dos poucos a terem o privilégio de ver o presidente nas ocasiões em que ele esteve em Guarujá.

(Título original: ''Inabitada; Ilha do Mato, um local cheio de mistérios'' por Simone Queirós; publicada no Jornal A Tribuna dia 22/08/2010. Foto retirada do link: ''http://www.panoramio.com/photo/4263570''.)
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