27 de jun de 2010

O Cassino de Guarujá




A cidade de Guarujá de 1892 idealizada por Elias Fausto Pacheco Jordão, além do Grande Hotel, Tram Way, Charretes, Jardins e vários Chalés, ainda encontrávamos a edificação de um Cassino ao estilo do Velho Oeste norte americano como atrativo aos turistas de todo o Brasil. O glamour desta estância paulista ainda de difícil acesso virava uma nova opção aos grandes produtores cafeeiros paulistas.


Os jogos de azar, porém foi interrompido em 1917 voltando a ser tolerado no território nacional no ano de 1934, no governo de Getúlio Vargas, presidente visionário que conhecia os benefícios deste tipo de entretenimento para a geração de emprego (uma vez que o país se recuperava da crise de 1929). O Grande Hotel La Plage Guarujá e seu Cassino em 1938 pertenciam a Alberto Quatrini Bianchi, que integrava agora a um complexo turístico junto com o Cassino Atlântico do Rio de Janeiro, o Cassino Palace de Poços de Caldas, Grande Hotel de Recife, Palace Hotel da Bahia, Hotel Icaraí de Niterói, Grande Hotel de São Luís do Maranhão, Grande Hotel de Serra Negra, Grande Hotel de Ouro Preto, Hotel Esplanada nas Minas Gerais e Hotel Esplanada de São Paulo.


Por doze anos (1934 – 1946) a cidade de Guarujá prosperava em meio a Segunda Guerra Mundial, atraindo emigrante do Brasil e de outros países. Era observado, entretanto, que no período noturno as janelas do Cassino eram cobertas com panos grossos e escuros para evitar ataque de embarcações inimigas que utilizavam a iluminação das cidades como alvo. Em 1943 foi construído um novo cassino na cidade e a edificação antiga passou a ser destinada a espetáculos artísticos. Os funcionários do cassino apostavam na pensão Maria Fumaça que ficava próximo ao Grande Hotel, a pensão era propriedade de Manoel Rodrigues Trancoso, também funcionário do Hotel.

Os estabelecimentos de jogos de aposta empregavam diretamente cerca de 40 mil pessoas em todo o Brasil, havendo setenta cassinos no país. Porém, com o decreto Lei 9.215 de 30 de abril de 1946 proibindo os jogos de azar, assinado pelo Presidente da Republica General Eurico Gaspar Dutra, desestruturou a Ilha de Santo Amaro. A então Prefeita da cidade e também uma das diretoras da Associação de Amparo aos Praianos: Renata Crespi da Silva Padro renunciou, mesmo tendo o apoio da elite e população.



O Grande Hotel tentou manter-se ativo, patrocinado até um filme da Cia. Cinematográfica de Vera Cruz (É Proibido Beijar – 1951), porém não resistiu à concorrência da construção de novos prédios e faliu, encerrando suas atividades em 1959, abrigando por um breve tempo a sede dos correios. O Antigo dono do Cassino, Alberto Quatrini Bianchi, tomou um enorme golpe financeiro e passou assim há depreciar o pouco que sobrou de sua fortuna com apostas; no final da vida já era observado Quatrini Bianchi contando com ajuda de amigos para manter-se. O hotel após ser demolido teve seus utensílios de decoração leiloados e umas das piscinas continuou sendo mantida pelo Clube da Orla; atualmente encontra-se no local o Shopping La Plágio. O Cassino abrigou, na década de 1960, um clube de carteado e serviu de palco aos Festivais de Musica das TV Record e Excelsior; após a demolição por problemas estruturais teve seu terreno utilizado por um Parque de Diversão e agora há um prédio no local.
Texto alterado dia 20/07/2010

(Fontes de pesquisas: site Novo Milênio, Wikipédia, 'http://br.casinotop10.net/Cassinos-no-Brasil', 'http://www.dondomenico.com.br', Guia Histórico de Guarujá publicado em 2002, Livro ''Guarujá: Três momentos de uma mesma história'' de Angela Omati Aguiar Vaz, Jornal Folha da Manhã de 26/09/1945 & Catálogo: ''Execute a Cidadania Conhecendo o Poder Legislativo de 2002)

13 de jun de 2010

Restos de Bicicleta



Cristo Redentor feito com restos de correntes e catracas de bicicletas na Estrada do Pernambuco, Guarujá.

Praia do Pernambuco


Resumindo: "Proibido Farofeiros!"

5 de jun de 2010

Placa com erro de Português [9]

Mensagem com Pleonasmo Vicioso fotografada em Vicente de Carvalho, próxima da Feira do Rolo. É o mesmo que dizer: "Sair para fora" ou "Subir para cima".

3 de jun de 2010

Moradores de Rua na Cidade



Há uma enorme cobrança na prefeitura contra os moradores de rua, isto é fato e justificável, uma vez que a presença destas pessoas no centro da cidade denigre a imagem turística voltada para o descanso e lazer. Entretanto, fazendo uma breve pesquisa relacionada na internet sobre os temas “morador de rua”, “sem-teto”, “IBGE” e “drogas” veremos que o número de sem-tetos aumenta em todas as cidades brasileiras devido à disseminação do consumo de crack em todas as classes sociais. Tal fato só pode ser nitidamente observado nas pessoas desfavorecidas. A maior parte destes moradores trabalha e gasta seu dinheiro com comida, cigarro, bebida e drogas. Na cidade de São Paulo, uma pesquisa feita pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) diz que estes sem-tetos ganham em média R$ 19,30 por dia.


O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome anunciou no final de maio de 2010 que vai começar a distribuir o Bolsa Família para 46.078 moradores de rua identificados nas cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes (isto inclui a cidade de Guarujá), esta iniciativa irá forçar estes cidadãos a ir ao médico, fazer pré-natal e matricular seus filhos nas escolas sob risco de suspensão do benefício. A Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados em Brasília fala que hoje há cerca de 1,2 milhões de brasileiros usuários de crack, número equivalente a população de Goiânia.



Enfiar o dedo a feria aberta e apontar um único culpado, porém e algo leviano de se fazer, uma vez que antes de nossa geração nascer estas pessoas já existiam em nossa sociedade. Isto é o mesmo que dizer que soltaram um peido no elevador e esconder a mão amarela.

Porém o quê se deve fazer para diminuir o número de sem-tetos já que não queremos levá-los para nossas casas? Numa reunião feita na primeira semana de Junho de 2010 pelo Conseg (Conselho Comunitário de Segurança na cidade de São Paulo), uma comerciante disse que jogava desinfetante nos sem-tetos que dormiam na frente de sua loja pela manhã; o mesmo Consg decidiu que mapearia as entidades e estabelecimentos que ajudam estas pessoas e orientariam-nas a "parar" com tal ato, sobre ameaça de acionar a Vigilância Sanitária.


A suspensão de ajuda, orientação e o repudio aos moradores de rua aumentará ainda mais a violência em nossa cidade, uma vez que se eles não tiverem o que comer vão ter que usar outros meios para conseguir dinheiro. As agressões vão chagar ao ponto de incendiar mendigo dormindo (algo já é feito em outras cidades). Por último, a pós-graduada em Saúde Pública e Educação pela USP, Aparecida Margarida Alvarez concluiu, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que a sociedade deveria se unir para ajudá-los e criticou o plano do Conseg.

(fotes de pesuisa: Blog SOS Guarujá; jornais digitais O Globo de 31 de maio de 2010 e Diário do Maranhão de 7 de maio de 2010; Folha de São Paulo de 1º de julho de 2010, p.C1)
Blog Guarujá Web, história e curiosidades do Guarujá. Escrito por Francisco Farias Jr | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis