29 de mai de 2010

Prefeitura de Guarujá vai distribuir Viagra!

Outro medicamento que estará em falta nas Policlínicas...

(Jornal A Estância de Guarujá dia 29/05/2010, p.3)

A administração da cidade vai mal então pela falta de sexo, foi isto que entendi? Meu pai que é funcionário público aposentado da prefeitura já andava duro, agora então ninguém vai segurar o velho!

15 de mai de 2010

Mariazinha das Flores


...Ou Dona Maria da Fonseca, que é seu nome de batismo, nascera em 18 de Agosto de 1935 em Pitangueiras. Filha de uma família pobre, seu pai era estivador e certa vez chegou em casa com uma única maçã que repartiu com todos os filhos; Mariazinha jamais havia experimentado tal iguaria e após come-la passou a aguardar ansiosa pelo sino do trem, achando que poderia provar aquela estranha fruta novamente. Dona Maria cresceu observando o desenvolvimento da cidade dês das enormes mansões até sua tomada por prédios e avenidas com carros silenciosos, tinha vontade de ser advogada, porém seu pai, conservador que era, dizia que lugar de uma mulher era na cozinha. Ela aprendeu a fazer decorações florais ainda menina no altar dentro da igreja matriz quando notou que todos comentavam sobre as flores que apareciam lá. Ela conta que onde trabalha, na Maria Fumaça, era só areia e a praia de Pitangueira chegavam onde é o supermercado Pão de Açúcar.


Uma vez eu a abordei dentro do ônibus que saia do bairro do Morrinhos para o Centro e questionei por que ela não estava mais no Pavilhão da Maria Fumaça; levei uma enorme bronca, dizendo que não é propriedade da prefeitura e também merecia férias. Algumas más experiências vividas a deixaram (digamos que) sempre alertas com as pessoas que se aproximam dela.

De seu posto de trabalho, na Avenida Leomil com a Puglisi, cansou de ouvir as pessoas reclamarem sobre a cidade, que venderiam suas casas e mudariam para outras estâncias. Ela então decidiu fazer a diferença começou a decorar o jardim com as flores que caiam das árvores vizinhas; tal ato lhe deu reconhecimentos e destaque. Ela diz que a primeira vez que virou reportagem na Globo, a inveja das pessoa lhe deixaram triste então se mantém agora mais reservada.


Acredito que a principal lição que aprendi com Mariazinha é: quando alguém reclama, publica na internet ou em outras mídias algo de mau sobre sua cidade, você deve mostrar o outro lado da mesma moeda. Devemos mostrar que esta cidade também se faz por pessoas que, de um jeito ou de outro, se dedicam para melhorá-la.

Há, a locomotiva Maria Fumaça que ela cuida ''veio da Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1893, era a única condução no município, além das carroças. Esteve em operação até 1956'' (disse ela).

(Fontes: Jornal A Tribuna, Caderno Praia & Cia de 3 de janeiro de 1999; Revista Guia Histórico de Guarujá, 2002; 'http://deixeudizer.blogspot.com' e 'http://www.guaruja1.hpg.com.br')

Antônio Alves Villares da Silva




Antônio Alves Villares da Silva, engenheiro nascido em Campina no dia 01 de Dezembro de 1885, cresceu no orfanato Instituto Santa Rosa na cidade de São Paulo, onde aprendeu o ofício de marceneiro. Retornou para Campinas, ingressando no curso de matureza (equivalente ao ensino médio) e preparou-se para o curso superior, formando-se na Escola Politécnica de São Paulo em 1911.


Villares começou sua carreira profissional trabalhando no pedestal do Monumento da Independência, colaborou nos escritórios Ramos de Azevedo e fundou, em sociedade com Eribaldo Siciliano, a firma de engenharia Siciliano & Silva. Ele adorava apostar, logo comprou um chalé que pertencia ao Cardeal Arcoverde, localizado próximo do Cassino no Balneário do Guarujá - especificamente na rua Mário Ribeiro, de esquina.

Foi Villares que doou (entre 1963 - 1968) a grande estátua de bronze do Cristo com o cordeiro a paróquia do Guarujá. O padre Don Domênico, ao saber da relevância de tal monumento, presenteou ao bispo de Santos Don Picão. A estátua chegou a viajar até Santos, porém uma das clausulas da doação era que o Cristo deveria permanecer na cidade de Guarujá. Quando o bispo leu o contrato levado pela filha de Villares, Maria Villares da Silva Novaes, comentou: ''Que assunto desagradabilíssimo'' e determinou que a estátua do Cristo retornasse ao Guarujá, onde esta até hoje na Av. Puglisi.

(Fontes: Guia Histórico de Guarujá - 2002 e 'http://www.dicionarioderuas.com.br/')

14 de mai de 2010

12 de mai de 2010

Placas com erros de Português [6]



Deste vez não foi na cidade do Guarujá e sim no Programa do Jô (TV Globo) exibibo na madrugada do dia 12/05/2010. Vídeo muito bom que vale a pena assistir!!!

9 de mai de 2010

1º/11º Gav. Esquadrão Gavião

Fotos antigas do 1º/11º Gav. (Esquadrão Gavião) quando ainda era abrigado na Base Aérea de Santos. Reunião da Aviação de Asas Rotativas (RAAR) 2003 em Campo Grande - MS.






Veja aquí todas as 126 fotos desta RAAR em MS;
Veja aquí mais fotos antigas de Guarujá.

8 de mai de 2010

Trânsito na Avenida Tancredo Neves




Problemas no trânsito da Avenida Tancredo Neves, em Guarujá, já não é novidade e fora até notícia do Jornal da Tribuna (TV filiada a Rede Globo), entretanto alguns meses depois tais irregularidades que poderiam ser evitadas com um pouco de fiscalização permanecem.

Caminhões descarregando em fila dupla, lojista com mercadorias nas calçadas, carretas e o mais absurdo, veículos sobre as calçadas impedindo a passagem de pedestres que acabam indo para a avenida, correndo risco de atropelamento por um ciclista ou até outro veículo.

Segundo o código brasileiro de trânsito a falta e grave, o veículo flagrado pode ser guinchado e seu motorista perder 5 pontos na carteira, além de pagar multa de 120 Urfi.

3 de mai de 2010

Placa com erro de Português [4]


Divulgação de uma bicicletaria no bairro do Morrinho em Guarujá, onde ''concerto'' significa uma apresentação de uma orquestra.

2 de mai de 2010

Tráfico de escravos no Guarujá



No século XIX a Ilha de Santo Amaro (Guarujá-SP) tornou-se entreposto de escravos e navios negreiros que atracavam assiduamente na Praia da Enseada, mesmo depois da proibição por lei para tal tráfico. Antes de atracar estes navios seguiam até praia do Tombo, próxima a Ilha da Moela e descartavam os escravos sem serventias. Os negros, já debilitados com a viajem, eram lançados ao mar e obrigados a nadar até a praia deserta; os africanos tinham a promessa de que estariam livres ao tocar em terra seca. Daí vem à lenda sobre as ondas bravias desta praia; é a revolta do Orixá Iemanjá pela impunidade daquelas mortes.

Os navios negreiros (ou ''tumbeiros'') arrastaram mais de 11 milhões de africanos para a América. As embarcações evoluíram de caravelas aos barcos a vapor, entretanto as condições de transportes e tratamento permaneceram as mesmas. Com a fiscalização da Inglaterra, autorizada por acordos internacionais, os tumbeiros passaram a ser menores e mais rápidos para não serem interceptados pela marinha inglesa. Como os Estados Unidos não autorizava essas vistorias, negreiros de várias nações hasteavam a bandeira americana para confundir os ingleses. Europeus, americanos e até negros se metiam no ''infame comércio''.

No princípio os negros traficados eram selecionados e a preferência eram os homens de 8 a 25 anos mas nos últimos anos, antes da abolição, tudo quanto se podia trazer fora trazido. Entravam nos navios os filhos vendidos pelos pais, o manco, o cego, o surdo, príncipes, chefes religiosos, mulheres com bebês ou grávidas. Os porões dos tumbeiros eram divididos em três pequenos andares com altura de menos de meio metro; acorrentados pelos pés, mais de 500 escravos se espremiam deitados ou sentados.


Segundo depoimentos de acusados e testemunho de ex-escravos colhidos pelo Reino Inglês:

Os tumbeiros tinham cerca de 20 tripulantes e apenas as crianças negras podiam circular livremente pelo convés, entretanto os pequeninos pulavam em alto mar porque acreditavam que seriam devorados; entre as fezes e temperaturas de até 55ºC, os africanos comiam apenas milho e bebiam meio litro de água por dia; grupos de escravos adultos eram levados para o convés e os obrigavam a fazer exercícios físicos para fortalecerem a musculatura durante a viagem, sob a ameaça da chibata, os negros tinham de dançar e cantar.



A área da praia e sítio Perequê até o rio Bertioga pertencia a Valêncio Augusto Teixeira Leomil que, entre outros negócios, contrabandeava escravos. Teixeira Leomil chegou a ser processado e condenado pelo crime de tráfico de negros escravos, porém ele fugiu do Brasil por alguns anos até a prescrição da sentença. Quando Teixeira Leomil retornou pediu à Câmara de Santos, em 1890, a concessão por 70 anos para instalar uma linha férrea no estuário de Santos até o Guarujá e à praia do Perequê. Poucos meses depois de obter a concessão, já a venderia à Companhia Balneária da Ilha de Santo Amaro, da qual seria Diretor Fiscal. Em nome desta Companhia, Leomil obteve duas grandes áreas de marinha para utilização e instalações da nova empresa. O velho Leomil viveu consideravelmente bem e só morreu em 1900, aos 82 anos de idade, sem pagar pelos crimes cometidos contra os negros sequestrados e mortos.

Fontes de Pesquisa: http://www.aeaguaruja.org.br, http://www.pousadacasanotombo.com.br, http://historia.abril.com.br & http://www.bn.br/portal.
Blog Guarujá Web, história e curiosidades do Guarujá. Escrito por Francisco Farias Jr | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis