11 de fev de 2010

Forte dos Andradas


O Forte dos Andradas recebeu este nome pelo Decreto nº 5.002, de 27 de novembro de 1942, em homenagem aos irmãos José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco de Andrada e Silva, ambos personagens importantes do cenário político brasileiro, no tempo do primeiro império e no Período Regencial. Foi projetado pelo Tenente-Coronel de Engenharia João Luiz Monteiro de Barros com início sua construção em 1938. Ele possui uma estrutura edificada no rochedo da ponta do Munduba, ao sul da Ilha de Santo Amaro, com um complexo sistema de túneis, câmaras subterrâneas e elevadores.

(entrada do forte, localizada no bairro do Guaiúba)


Seu objetivo atual é abrigar a 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea do Exercito, e com o apoio do 2º Grupo de Artilharia Antiaérea (Forte Itaipu, na cidade de Praia Grande) e o 2º Batalhão de Infantaria Leve (2ª B.I.L.), em São Vicente, integram a defesa da costa brasileira e do Porto de Santos.

(Mapa Militar de Santos)


Apesar de estarem numa base fixas, as Artilharias Antiaéreas (AAAe) podem atuar em qualquer parte da região sob sua guarda através de unidades móveis e mísseis antiaéreos portáteis (Msl Ptt AAe). Tais mísseis foram muito eficientes na Guerra do Golfo, onde o Iraque mostrou-se resistente contra a força de Coalizão; e na Guerra de Kosovo, que na época, fora criado um verdadeiro escudo antiaéreo contra as tropas da OTAN, superado apenas por aviões que voavam além 3.048 metros e caças invisíveis aos radares (até então um projeto ultra secreto americano). O Msl Ptt que o Exercito usa atualmente é o IGLA (de fabricação Russa), portador com tecnologia Fire-Forget (atire e esqueça) e pode ser disparado até por lançador de ombro.


O Forte dos Andradas, no governo Lula, serviu de repouso para as férias do presidente da republica pelo faro de lá abrigar um cassino de oficiais e uma das praias mais reservada do Guarujá.

(Fonte: Wikipédia e Exercito Brasileiro)

8 de fev de 2010

Tramway do Guarujá


O cultivo do café, no final do século XIX, não trouxe prosperidade apenas para os fazendeiros ou áreas próximas de suas propriedades. O porto, os restaurantes e a bolsa, que prestavam serviços ao escoamento de tal produto, também lucraram com a circulação deste grão. As belas praias ainda desertas de Guarujá era um achado (ou uma Pérola) para os comerciantes santistas, onde tinham que atravessar o canal de Santos até o Itapema e percorrer toda a Ilha de Santo Amaro para atingir suas praias. Apesar disto, a exuberância do Guarujá repercutiu a toda sociedade mais elitizada daquela época, aumentando gradativamente o fluxo de visitantes as nossas praias.

Fora pela dificuldade onde os banhistas tinham para atingir a orla de Guarujá, que fez o empresário Elias Pacheco Jordão visse uma oportunidade de negócio. Ele então fundou A Companhia Balneária com a construção do Grande Hotel de La Plage, em Pitangueiras. Em pouco tempo estavam sendo construídas casas de veraneios na Ilha de Santo Amaro, virando assim uma nova atração turística do país.



Em 1892 fora iniciada, pela Companhia Balneária, a construção da conexão por trem que ligaria o porto das barcas do Itapema até a Praia de Pitangueiras. Isto facilitaria o acesso dos turistas que vinha de toda parte do Brasil e até do exterior. Em 2 de Setembro de 1893 fora inaugurada a ilha férrea de nove quilômetros, ou Tramway do Guarujá, que contou com a presença do governador do estado Bernadino de Campos e outras autoridades notórias. Havia, naquela época, um pequeno vapor chamado cidade de São Paulo que atravessava do centro de Santos ao Itapema e de lá a Maria-fumaça saia da estação até o Grande Hotel. Outra pequena linha ligava a Tramway até o bairro de Santa Rosa e por lá seguia-se de barco à Ponta da Praia.


Com a expansão da eletricidade, a maria-fumaça foi substituída por modernos bondes, contudo estes novos investimentos da Companhia Balneária não atenuaram seu endividamento. Em 1927, todo patrimônio da Companhia fora integrado ao estado paulista. A antiga estação de carga da Tramway, situada na Avenida Leomil, fora construído uma nova estação e nova linha de três quilômetros integrava-se até o Sítio Cachoeira.

O transporte por bondes tornou-se obsoleto com expansão da malha asfáltica viária e o grande avanço dos motores a combustão, uma vez que os poluidores ônibus tinham manutenção baixo e eram dinâmicos na locomoção. Em 13 de Julho de 1956 parou todo serviço de bondes no Guarujá e seu equipamento operante fora transportado para E.F. Campos do Jordão. Resta ainda uma única maria-fumaças em exposição, na esquina da avenida Leomil com a Puglise que é atração turística da cidade.

(Fonte de pesquisa: http://www.estacoesferroviarias.com.br/g/guaruja-nov.htm & http://www.tsfr.org/~efbrazil/electro/tg.html)
Blog Guarujá Web, história e curiosidades do Guarujá. Escrito por Francisco Farias Jr | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis