20 de set de 2010

Excesso de Crescimento no Porto de Santos

Os registros de quebra de recordes pelo Porto de Santos agora são acontecimentos anualmente corriqueiros. Mega exportação de açúcar, safras enormes de soja e café, crescimento da indústria automobilística ou importação de componentes eletrônicos cada vez mais acessíveis pela população forçam gradativamente a movimento mercantil. Porém os recordes ainda se registram nas filas de caminhões na rodovia Cônego Domenico Rangoni, no asfalto deteriorado das áreas urbanas, da espera na fila da balsa para aguardar outro navio, e agora no acumulo de navios cargueiros na Baia de Santos. Na última quinta-feira, dia 2 de setembro, estavam fundeadas 129 embarcações aguardado para atracarem no cais santista.

Segundo a revista Conhecimento Prático Geográfico:

“Atualmente, os portos têm se tornando, cada vez mais, objetos estratégicos para as economias nacionais e, como são elos do transporte marítimo, sua importância adquire maior notoriedade tanto para os atores hegemônicos da economia quanto para os poderes públicos.”

Na mesma matéria, a revista informa que a modernização e mecanização dos portos para receber navios cada vez maiores é uma necessidade inevitável; além de aumentar a profundidade do calado. O porto de Santos é citado como sendo um terminal moderno e de constante crescimento, mas está disputando espaço com a urbanização das cidades.

Com isto o ministro dos portos Pedro Brito pretende fazer um estudo sobre o posicionamento de uma cobertura nos terminais, com o objetivo de permanecer carregando os navios ainda com chuva, diminuindo assim o tempo da embarcação atracada no cais. Porém algumas questões não são feitas com relação à movimentação de carga portuária:

Qual o limite de crescimento do Porto de Santos? Dá para conciliar o desenvolvimento urbano com o do Porto? Haverá um momento de saturação para a movimentação de cargas, quando? Ainda há espaço para o porto e para a cidade?

O objetivo aqui não é formar nenhuma crítica boa ou ruim sobre o desenvolvimento portuário, mas de formular outro debate daquilo que afeta a estância balneária ou bairros relativamente tranqüilos.

(fontes de pesquisa: Jornal A Tribuna, seção Porto ep; Mar, 3 de Setembro de 2010; Revista Geografia nº 30, Abril de 2010, ed. escala educacional. Imagens apenas ilustrativas.)

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