3 de jun de 2010

Moradores de Rua na Cidade



Há uma enorme cobrança na prefeitura contra os moradores de rua, isto é fato e justificável, uma vez que a presença destas pessoas no centro da cidade denigre a imagem turística voltada para o descanso e lazer. Entretanto, fazendo uma breve pesquisa relacionada na internet sobre os temas “morador de rua”, “sem-teto”, “IBGE” e “drogas” veremos que o número de sem-tetos aumenta em todas as cidades brasileiras devido à disseminação do consumo de crack em todas as classes sociais. Tal fato só pode ser nitidamente observado nas pessoas desfavorecidas. A maior parte destes moradores trabalha e gasta seu dinheiro com comida, cigarro, bebida e drogas. Na cidade de São Paulo, uma pesquisa feita pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) diz que estes sem-tetos ganham em média R$ 19,30 por dia.


O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome anunciou no final de maio de 2010 que vai começar a distribuir o Bolsa Família para 46.078 moradores de rua identificados nas cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes (isto inclui a cidade de Guarujá), esta iniciativa irá forçar estes cidadãos a ir ao médico, fazer pré-natal e matricular seus filhos nas escolas sob risco de suspensão do benefício. A Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados em Brasília fala que hoje há cerca de 1,2 milhões de brasileiros usuários de crack, número equivalente a população de Goiânia.



Enfiar o dedo a feria aberta e apontar um único culpado, porém e algo leviano de se fazer, uma vez que antes de nossa geração nascer estas pessoas já existiam em nossa sociedade. Isto é o mesmo que dizer que soltaram um peido no elevador e esconder a mão amarela.

Porém o quê se deve fazer para diminuir o número de sem-tetos já que não queremos levá-los para nossas casas? Numa reunião feita na primeira semana de Junho de 2010 pelo Conseg (Conselho Comunitário de Segurança na cidade de São Paulo), uma comerciante disse que jogava desinfetante nos sem-tetos que dormiam na frente de sua loja pela manhã; o mesmo Consg decidiu que mapearia as entidades e estabelecimentos que ajudam estas pessoas e orientariam-nas a "parar" com tal ato, sobre ameaça de acionar a Vigilância Sanitária.


A suspensão de ajuda, orientação e o repudio aos moradores de rua aumentará ainda mais a violência em nossa cidade, uma vez que se eles não tiverem o que comer vão ter que usar outros meios para conseguir dinheiro. As agressões vão chagar ao ponto de incendiar mendigo dormindo (algo já é feito em outras cidades). Por último, a pós-graduada em Saúde Pública e Educação pela USP, Aparecida Margarida Alvarez concluiu, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que a sociedade deveria se unir para ajudá-los e criticou o plano do Conseg.

(fotes de pesuisa: Blog SOS Guarujá; jornais digitais O Globo de 31 de maio de 2010 e Diário do Maranhão de 7 de maio de 2010; Folha de São Paulo de 1º de julho de 2010, p.C1)

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