15 de mai de 2010

Mariazinha das Flores


...Ou Dona Maria da Fonseca, que é seu nome de batismo, nascera em 18 de Agosto de 1935 em Pitangueiras. Filha de uma família pobre, seu pai era estivador e certa vez chegou em casa com uma única maçã que repartiu com todos os filhos; Mariazinha jamais havia experimentado tal iguaria e após come-la passou a aguardar ansiosa pelo sino do trem, achando que poderia provar aquela estranha fruta novamente. Dona Maria cresceu observando o desenvolvimento da cidade dês das enormes mansões até sua tomada por prédios e avenidas com carros silenciosos, tinha vontade de ser advogada, porém seu pai, conservador que era, dizia que lugar de uma mulher era na cozinha. Ela aprendeu a fazer decorações florais ainda menina no altar dentro da igreja matriz quando notou que todos comentavam sobre as flores que apareciam lá. Ela conta que onde trabalha, na Maria Fumaça, era só areia e a praia de Pitangueira chegavam onde é o supermercado Pão de Açúcar.


Uma vez eu a abordei dentro do ônibus que saia do bairro do Morrinhos para o Centro e questionei por que ela não estava mais no Pavilhão da Maria Fumaça; levei uma enorme bronca, dizendo que não é propriedade da prefeitura e também merecia férias. Algumas más experiências vividas a deixaram (digamos que) sempre alertas com as pessoas que se aproximam dela.

De seu posto de trabalho, na Avenida Leomil com a Puglisi, cansou de ouvir as pessoas reclamarem sobre a cidade, que venderiam suas casas e mudariam para outras estâncias. Ela então decidiu fazer a diferença começou a decorar o jardim com as flores que caiam das árvores vizinhas; tal ato lhe deu reconhecimentos e destaque. Ela diz que a primeira vez que virou reportagem na Globo, a inveja das pessoa lhe deixaram triste então se mantém agora mais reservada.


Acredito que a principal lição que aprendi com Mariazinha é: quando alguém reclama, publica na internet ou em outras mídias algo de mau sobre sua cidade, você deve mostrar o outro lado da mesma moeda. Devemos mostrar que esta cidade também se faz por pessoas que, de um jeito ou de outro, se dedicam para melhorá-la.

Há, a locomotiva Maria Fumaça que ela cuida ''veio da Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1893, era a única condução no município, além das carroças. Esteve em operação até 1956'' (disse ela).

(Fontes: Jornal A Tribuna, Caderno Praia & Cia de 3 de janeiro de 1999; Revista Guia Histórico de Guarujá, 2002; 'http://deixeudizer.blogspot.com' e 'http://www.guaruja1.hpg.com.br')

1 comentários:

Blog Guarujá Web, história e curiosidades do Guarujá. Escrito por Francisco Farias Jr | Blogger Template by Enny Law - Ngetik Dot Com - Nulis