1 de abr de 2010

A Morte de Santos Dumont


No dia 3 de Dezembro de 1928, Alberto Santos Dumont voltara ao Brasil à bordo do navio Cap Arcona e seus amigos, que eram também admiradores, resolveram homenageá-lo. Decolando em um hidroavião batizado de ''Pai da Aviação'' e do alto queriam soltar um para queda de boas vindas; porém algo deu errado e, numa manobra fatal, todos caíram no mar. O Próprio Santos Dumont fez questão de acompanhar as buscas na tentativa de encontrar os corpos de seus amigos; entre as vítimas estavam: Amauri de Medeiros, Amoroso Costa, Ferdinando Laborial, Frederico de Oliveira Coutinho, Paulo de Castro Maia e Tobais Moscoso. Após o fracasso do resgate Dumont recolheu ao quarto do hotel Copa Cabana Palace e, em seguida, na sua casa em Petrópolis onde entrou em profunda depressão. Depois de algum tempo ele retornou a Paris internando-se num sanatório.

Fora um exilado brasileiro chamado Antonio Prado Júnior que, observando a enorme apatia do inventor, resolveu telegrafar imediatamente para a família dele para que tomasse alguma providência. Sua Família decidiu enviar o seu sobrinho, Jorge Dumont Villares, onde buscou seu tio para sua gente, tornando-se ainda seu inseparável companheiro.

Em São Paulo, Alberto Santos Dumont era persuadido a estar com seus admiradores, logo freqüentava a Sociedade Hípica Paulista, o Clube Atlético Paulistano, passava algumas tardes na redação do Jornal O Estado de São Paulo e recebia constantes visitas do médico Sinésio Rangel Pestana. Fora Rangel Pestana quem recomendou a Santos Dumont uma temporada no Guarujá para curar-se de sua saúde debilitada, junto a uma maravilhosa e intacta natureza, orientação que resolveu acatar. Ele passava horas caminhando e refletindo na praia, conversava com crianças e freqüentadores do cassino, entre eles Edu Chaves, com quem dialogou sobre o trágico destino da aviação (seu invento estava sendo usado para jogar bombas na guerra, e poderia ser utilizado para lançar armas químicas sobre cidades e estados).

Dumont não desceu para almoçar no dia 23 de Julho de 1932 e fora procurado por toda estância. Os funcionários do Grand Hotel, acompanhados pelo delegado Raimundo de Menezes e seu sobrinho Dumont Villares; arrombaram a porta do apartamento 152 e encontraram o pai da aviação, aos 59 anos de idade, pendurado no cano do chuveiro do banheiro, enforcado com a corda de seu roupão.

(veículo transportou corpo de Santos Dumont,
Adquirido pela Prefeitura de Guarujá)

A certidão de óbito do inventor permaneceu desaparecida por 23 anos, onde dizia como causa mortis: ''suposto colapso cardíaco''; suicídio para um herói nacional não ficaria bem. O próprio Governador de São Paulo Dr. Pedro de Toledo fora quem determinou a ausência de inquérito investigativo. Somente em 3 de Dezembro de 1955 seria registrado seu óbito.

(fonte de pesquisa: Guia Histórico de Guarujá - 2002)

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