8 de fev de 2010

Tramway do Guarujá


O cultivo do café, no final do século XIX, não trouxe prosperidade apenas para os fazendeiros ou áreas próximas de suas propriedades. O porto, os restaurantes e a bolsa, que prestavam serviços ao escoamento de tal produto, também lucraram com a circulação deste grão. As belas praias ainda desertas de Guarujá era um achado (ou uma Pérola) para os comerciantes santistas, onde tinham que atravessar o canal de Santos até o Itapema e percorrer toda a Ilha de Santo Amaro para atingir suas praias. Apesar disto, a exuberância do Guarujá repercutiu a toda sociedade mais elitizada daquela época, aumentando gradativamente o fluxo de visitantes as nossas praias.

Fora pela dificuldade onde os banhistas tinham para atingir a orla de Guarujá, que fez o empresário Elias Pacheco Jordão visse uma oportunidade de negócio. Ele então fundou A Companhia Balneária com a construção do Grande Hotel de La Plage, em Pitangueiras. Em pouco tempo estavam sendo construídas casas de veraneios na Ilha de Santo Amaro, virando assim uma nova atração turística do país.



Em 1892 fora iniciada, pela Companhia Balneária, a construção da conexão por trem que ligaria o porto das barcas do Itapema até a Praia de Pitangueiras. Isto facilitaria o acesso dos turistas que vinha de toda parte do Brasil e até do exterior. Em 2 de Setembro de 1893 fora inaugurada a ilha férrea de nove quilômetros, ou Tramway do Guarujá, que contou com a presença do governador do estado Bernadino de Campos e outras autoridades notórias. Havia, naquela época, um pequeno vapor chamado cidade de São Paulo que atravessava do centro de Santos ao Itapema e de lá a Maria-fumaça saia da estação até o Grande Hotel. Outra pequena linha ligava a Tramway até o bairro de Santa Rosa e por lá seguia-se de barco à Ponta da Praia.


Com a expansão da eletricidade, a maria-fumaça foi substituída por modernos bondes, contudo estes novos investimentos da Companhia Balneária não atenuaram seu endividamento. Em 1927, todo patrimônio da Companhia fora integrado ao estado paulista. A antiga estação de carga da Tramway, situada na Avenida Leomil, fora construído uma nova estação e nova linha de três quilômetros integrava-se até o Sítio Cachoeira.

O transporte por bondes tornou-se obsoleto com expansão da malha asfáltica viária e o grande avanço dos motores a combustão, uma vez que os poluidores ônibus tinham manutenção baixo e eram dinâmicos na locomoção. Em 13 de Julho de 1956 parou todo serviço de bondes no Guarujá e seu equipamento operante fora transportado para E.F. Campos do Jordão. Resta ainda uma única maria-fumaças em exposição, na esquina da avenida Leomil com a Puglise que é atração turística da cidade.

(Fonte de pesquisa: http://www.estacoesferroviarias.com.br/g/guaruja-nov.htm & http://www.tsfr.org/~efbrazil/electro/tg.html)

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