15 de fev de 2015

JARDIM VIRGÍNIA - GUARUJÁ


Segundo propaganda impressa no jornal Folha da Manhã de 6 de Julho de 1957 os lotes no Jardim Virgínia tinham como proprietário Paulo Matarazzo e estavam à venda, naquela época, por mais de 75 mil cruzeiros. Eu presumo que não seria uma aquisição atraente porque em 1960 a região da Enseada era pouco habitada, porém no ano de 2015 não encontrei nenhum lote neste bairro por menos de 250 mil reias. Certamente deve ser este o fato de existir uma avenida na região com nome de Paulo Matarazzo.


Indo um pouco além nas consultas e fazendo comparações descobrimos que o nome completo do antigo proprietário era Francisco Antônio Paulo Matarazzo Sobrinho, um grande industrialista e filho de Virgínia Matarazzo. Daí o nome do loteamento, uma homenagem a sua genitora.  Interessante na ilustração é o projeto em “V” da abertura da rua (semelhante no mapa do Google) como também a vasta áreas descampadas da Enseada que coincide com as fotos da década de 1960.

25 de jan de 2014

24/08/2014

Mais um dia abençoado de Sol. Cheguei na praia as oito, porém antes da dez já não suportava o calor. Enquanto eu saía da areia muitos chegavam, mesmo assim deu para ver a praia das Astúrias meio vazia e sem vendedores ambulantes. Que pena que minhas férias estão acabando...

29 de set de 2013

Avenida Adhemar de Barros


O que hoje vemos como uma das principais artérias do trânsito local de moradores  e turistas, sendo ponto de referencia para o comércio até uma faculdade, anteriormente era apena uma nova opção acesso as praias próxima ao hotel. A atual Avenida Adhemar de Barros era uma estrada deserta e escura que foi aberta para que turistas abastados pudessem vir com seus veículos, sem que pegasse o trem que saía de Vicente de Carvalho até o Grand Hotel.

Graças ao Ferry Boat estruturado na Ponta da Praia, a área em torno da via Adhemar de Barros começou ser urbanizada gradativamente. Certamente está estrada foi referencia para a criação dos bairros adjacentes. Nas décadas seguintes esta avenida se tornou única escolha para o fluxo turístico, até a construção da rodovia Piaçaguera. Engraçado é a placa posicionada à beira: “Devagar a bem de si próprio”.

(foto extraída de perfil no facebook da professora Vandira Rabelo)

27 de set de 2013

Os primeiros Passos da Educação


Professor que se locomovia para a escola de charrete. Inspeção das aulas pelo Governo do Estado. Canjica como merenda. Apenas duas carreiras a seguir profissionalmente. Estas são algumas das peculiaridades da Educação de Guarujá, desde a fundação da primeira vila do município.

Raquel de Castro Ferreira foi a primeira professora de Guarujá. Ela atuou ao final do século XIX e lecionava em uma sala adaptada, uma espécie de chalé. Era considerada bastante competente, dedicada e contribuía muito na assistencia social. Por conta de seu empenho como educadora, desde 1906, dá nome à segunda escola do Município.

Guarujá teve, inicialmente, uma escola rural que ficava instalada na Rua Brasil, sendo demolida em 1982. mas de fato, a primeira unidade escolar do Município é a Escola Estadual Vicente de Carvalho, que se encontra até hoje na Avenida Puglisi, no Centro. O construtor desta unidade foi Mário Araújo, de uma antiga família da cidade.

Alice Mazzini foi a primeira professora do jardim de Infância de Guarujá. Isto ocorreu na época em que o Estado era governado por Adhemar de Barros. E na gestão do prefeito Jaime Daige, em 1950, Alice tinha sua classe pronta na Escola Vicente de Carvalho.

“Lembro perfeitamente da sala: eram mesinhas azuis, quatro cadeirinhas. Era uma graça, muito confortável, mas um pouco afastada do grupo escola”. Ela lecionava, neste período para cerca de 40 crianças. Alice ensinou de 1950 a 1974. por conta da grande procura de alunos teve que abrir uma sala para o jardim na sua própria casa. A partir de 1977, ocupou por um ano o cargo de assistente de direção da Escola estadual de Vicente de Carvalho.

No período em que Jânio Quadros era governador, Alice recorda que todos viviam sob o império do medo. “Houve uma vigilância no tempo em que ele era governador. Era a época da varredura, da vassoura. Inspetores vinham ver se estava tudo em ordem. E isso nunca tinha acontecido. Lembro de uma senhora na minha sala”.

Quanto à merenda, no curso primário da escola Vicente de Carvalho, não havia. No lugar, era servida canjica. Para isso, existia um grupo de senhoras da Cidade de São Paulo que doavam leite puro (sociedade santamarense). A Prefeitura sempre doou a merenda escolar e não o estado.

Mercedes Damin da Silva, de 89 anos, é uma das professoras mais antigas, sendo a quinta do Município. Nascida no Guarujá trabalhou como professora de 1949 a 1995. No início, foi nomeada para trabalhar em uma escola no Perequê, cuja escola se chamava XV de Novembro. Entrava às 8 horas e chegava em casa por volta da 14 horas.

Depois trabalhou em escola nos bairros Conceiçãozinha, Cachoeira e na entrada da cidade. Como morava no centro, tinha que se locomover para a unidade de charrete. O veículo era da prefeitura e passava às 6 horas. “O caminho era uma estradinha de terra. Não tinha asfalto”.

Dona Mercedes chegou a ser aluna de Raquel de Castro. Segundo ela, segundo ela, quando estava no Perequê, haviam apenas mais cinco escolas pelo Município. Ainda não existia universidade. “A pessoa poderia escolher somente entre duas profissões: professor ou advogado”. E para isso, tinha que estudar em Santos.

Lecionava para alunos do 1º ao 3º ano, reunindo um total de 45 alunos. Todos em apenas uma classe. A Prefeitura dava o material, alimentação e tudo o que os alunos precisavam. “Eu corrigia os cadernos em casa. Dava aula de Geografia, História, Ciências, Matemática, Ginastica e trabalhos manuais, como desenho”.

Sobre o sistema educacional da época, ela sente saudades. “O sistema era bastante exigente. Inspetores escolares vinham de São Paulo ou Santos para verificar a escola, o ensino. Na época, as pessoas trabalhavam com amor. Criávamos amor nas crianças. Hoje em dia, encontro alguns alunos. Muitas vezes não sei o nome, mas sempre lembro da fisionomia”.

Mesmo com toda falta de recurso da época, Mercedes destaca que a escoa era um local bastante querido pelos alunos. “A escola era um divertimento para os estudantes. Quando lecionava no Perequê, tinha aluno que morava no bairro do Pernambuco e caminhava 8 quilômetros para chegar à escola”. A professora explica que, mesmo assim, ninguém faltava ou se atrasava.

A faculdade Don Domênico foi a primeira construída na Cidade, pelo cônego italiano Domênico Rangoni. Ele se destacou pela grande contribuição para a educação de Guarujá e eterna luta a favor dos necessitados. Construiu a creche Ninho Maternal, depois, o Centro Educacional Don Domênico, onde funcionam o Centro Comunitário Cultural, Biblioteca Pública, Escola, Escola de Educação Infantil de 1º e 2º graus e a faculdade Don Domênico. (...)

(Texto de Meilin Neves, publicado no Diário Oficial do dia 31 de Agosto de 2013)

18 de set de 2013

Como o atendimento médico chegou à cidade


Entre 1540, data de fundação do primeiro povoado na Ilha de Santo Amaro por Estevam da Costa e Jorge Ferreira, a 2 de setembro de 1893, quando foi inaugurada a Vila Balneária, não há registro de atendimento de saúde ou qualquer entidade formal e pessoas que preconizassem formalmente a saúde aos moradores da Ilha.

Após a fundação da Vila, o primeiro registro em atendimento em saúde na Ilha de santo Amaro, mesmo assim informal, foi a presença do farmacêutico Mario Ribeiro, que morava na capital paulista e como frequentador do balneário, medicava quando era necessário.

Porém, o primeiro médico a vir para a Vila foi Arthur da Costa Filho, chamado para combater a gripe espanhola em 1919 e, como alternativa do bloqueio, teve que fechar a região do Bosque, onde hoje é o Centro da Barra Funda. Diante do surto, foi inaugurada a primeira farmácia da Vila, localizada na Rua Mario Ribeiro, cujo responsável era o senhor Luiz Machado.

Após a presença de Arthur da Costa Filho, o primeiro médico funcionário publico a atuar na Vila, já emancipada, em 1934, foi José Foster. O médico clinicava dentro de um quarto no Grande Hotel, feito para ser seu consultório. O farmacêutico Osvaldo Cáfaro veio para a Vila e montou sua farmácia próxima ao Grande Hotel e ficava à disposição de José Foster. Mas foi o médico Luiz Maciel Braia que montou a primeira clínica na cidade.

Ao contrário de Guarujá que teve o atendimento em saúde focado nos turistas, a população de Vicente de Carvalho, assim como os demais moradores de Guarujá, por muito tempo teve de recorrer aos farmacêuticos para obter atendimento para obter atendimento na área de saúde.

Em 1954, um fato na região mudou a história da saúde de Guarujá, chegou à cidade, para assumir a paróquia, o vigário Domênico Rangoni, o Don Domênico. Assim, em 1962, após campanhas beneficentes, generosos donativos e recursos da Prefeitura de Municipal de Guarujá e dos Governos Estadual e Federa, foi inaugurado o Hospital Santo Amaro, com atendimento de maternidade e pediatria com 100 leitos.

Com o crescimento da população, houve a necessidade de ampliação do atendimento médico para outras especialidades. Novamente com doações e campanhas, em 1983 foi sanada esta necessidade da população, agora com 400 leitos. O cônego Don Domênico esteve à frente do hospital até falecer, em 1987.

o primeiro médico a trabalhar no Santo Amaro foi o doutor Paulo Soejima, em 1962. até hoje ele atua no hospital na ginecologia e obstetrícia.

(Texto de Carine Bernardino, através de informações fornecidas pela historiadora Mônica Damasceno, publicado no Diário Oficial do dia 31 de Agosto de 2013)
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